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Split Payment: O Que É e Como Vai Impactar as Empresas a Partir de 2027

O Split Payment muda o jogo: a partir de 2027, os tributos serão retidos automaticamente no momento da venda. Entenda como essa mudança impacta o caixa das empresas e como se preparar para não sair no prejuízo.
Split Payment a partir de 2027

Você não terá mais controle total sobre o valor da venda

Imagine vender um produto ou serviço e não receber o valor cheio. Em vez disso, os tributos são automaticamente retidos no momento da venda, indo direto para o governo. Parece um cenário distante? Pois bem: isso já tem data para começar no Brasil.

O nome dessa mudança é Split Payment — e ela representa um dos pontos mais disruptivos da Reforma Tributária. Com início previsto para 2027, o novo modelo muda completamente a forma como o imposto será recolhido, afetando o fluxo de caixa, a contabilidade e os sistemas de faturamento das empresas.

Se você atua na área fiscal, contábil ou é empresário, este conteúdo é obrigatório para entender como se preparar com segurança.

 

O que é Split Payment e como ele funciona?

O termo Split Payment significa “pagamento dividido”. Na prática, ele muda a lógica de como os impostos são recolhidos em uma transação comercial.

Como funciona:

  1. O comprador paga o valor total da transação.

  2. A instituição financeira separa automaticamente a parte dos tributos (IBS e CBS).

  3. O vendedor recebe apenas o valor líquido.

  4. Os impostos são enviados diretamente ao fisco.

Esse modelo elimina a necessidade de o contribuinte recolher os tributos “depois” — como é feito hoje. Ele antecipa a retenção e automatiza o repasse, aumentando o controle do governo sobre a arrecadação.

 

Cronograma de implantação

  • 2026: Fase de testes (voluntária)

  • 2027: Implantação oficial obrigatória (inicialmente para operações B2B)

A expectativa é de que o modelo seja adotado primeiro em operações entre empresas (B2B), com possíveis ampliações futuras.

 

Quais são os impactos do Split Payment?

Benefícios esperados:

  • Maior controle e transparência fiscal

  • Redução da sonegação

  • Recolhimento automático, com menor margem de erro

  • Maior previsibilidade na arrecadação para o governo

Riscos e desafios para empresas:

  • Redução imediata do capital que entra no caixa

  • Necessidade de adaptar sistemas ERP e fluxo financeiro

  • Complexidade na conciliação de pagamentos e tributos

  • Ajuste em contratos, precificação e planejamento tributário

Ou seja: o Split Payment não é apenas uma mudança técnica — é estrutural.
Empresas que não se adaptarem podem sofrer impactos sérios em sua liquidez.

 

Como se preparar para o Split Payment?

1. Atualize seus sistemas

ERP, sistemas de cobrança e plataformas financeiras precisam ser adaptados para fazer a segregação automática dos valores. Isso exige atualização de tecnologia e capacitação de equipe.

2. Reorganize o fluxo de caixa

Com o novo modelo, a entrada líquida será menor, exigindo revisão no planejamento financeiro da empresa, incluindo precificação e provisão de tributos.

3. Capacite sua equipe contábil e fiscal

Profissionais da área tributária precisam dominar os novos formatos de apuração e conciliação. A antecipação é um diferencial competitivo dentro do mercado.

 

Quem se antecipa, lucra (e evita problemas)

O Split Payment é uma mudança inevitável. E como toda tendência tributária, traz oportunidades para quem está preparado — e riscos para quem ignora os sinais.

No início, pode parecer apenas “mais uma obrigação fiscal”. Mas, na prática, ele muda o comportamento financeiro das empresas, o papel dos contadores e até a forma de vender.

 

Fique por dentro!

Se você é contador, analista fiscal ou empresário, siga acompanhando nosso blog para não perder nenhuma atualização sobre a Reforma Tributária e seus desdobramentos.

Quer saber como preparar sua empresa para o Split Payment?
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